Entro na secretaria do agrupamento da escola Cardoso Lopes, na Amadora, onde duas continuas, discutiam receitas de culinária com as duas funcionárias de serviço. Uma de pé a acabar de comer uma fatia de bolo, outra recostada de braços cruzados. Fui logo corrido do pequeno espaço, mandado retirar uma senha (devia ser da incrível lista de zero pessoas que estavam à espera e à minha frente) e esperar pela minha vez. Comecei a ficar azedo, mas como não estou para me chatear logo de manhã, acedo sem grande alarido. Retiro uma senha e espero que o chamador de senhas se acenda e adivinhe miraculosamente o numero da senha que tenho na mão. Como não foi capaz, a funcionária que estava recostada, acabou por se levantar e chamar-me «à mão». Pedi os impressos para inscrever a minha filha na creche, infantário, ou lá como se chamava o ponto de entrada na escola... Respondeu-me logo que não tinham creches. (a partir daqui, apesar do ponto já não estar alto.... foi SEMPRE A DESCER). Insisti, e expliquei-lhe que já lá tinha estado e que era para o pré-escolar. Perguntou-me a idade da criança -"2 e meio", informei. -Não pode ser, não pode entrar. Já um bocado irritado invoquei um "mau... então...????!!!" Lá se lembrou de perguntar, "quando faz os tres?" -"Em Outubro", voltei a informar. -Afinal já podia se inscrever.... mas não me podia dar os papeis. -"Só às terças de manhã e às sextas à tarde", informou, como quem diz, «já te lixei outra vez». Comecei a rir ( a alternativa era insulta-la), -"Para VOCÊS entregarem um papel ???" -"Sim, sim, à terça de manhã e à sexta à tarde" Ainda perguntei mais duas vezes, mas a unica coisa que conseguiam dizer era "terças de manhã e sextas à tarde" Fabuloso!!! Nada para fazer, mas diligentes no gasto de senhas e de tempo de cidadãos que perdem uma hora para ir levantar um papel, que está, muito provavelmente, no mesmo balcão onde estou a ser atendido, à inalcançável distancia de meio metro. Saí a rir às gargalhadas, porque sinceramente sentia-me dentro de um livro do Mário Henrique Leiria. Por estas e por outras é que não tenho esperanças para este país. Esta gentinha irritante e mesquinha popula os sectores onde podem perturabar os outros, e aproveitam-se do seu unico poder para lixar o próximo.
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A bem dizer, já precisava de outras, mas como não, aqui fica o relato de algumas peripécias destas ….
Comecemos por um aviso à navegação gastronómica, ou melhor, dois avisos, de mérito equivalente ao Icebergue que afundou o Titanic.
O primeiro é o “O Algarvio” (aka “O Javardanas”)
Tivemos a infeliz ideia de entrarmos aqui… a fome era muita e pensamos que não deveríamos ser preconceituosos só por ser um restaurante à beira da estrada.
Ok, não foi de facto um momento brilhante dos nossos neurónios… para começar, em Agosto, um restaurante à saída de V. Real de Stº António…. sem ar condicionado… manda-se vir agua…. até faz bem beber agua… pedimos litro e meio… o problema nem começa propriamente na água… nope… foi antes…
assim que o empregado se chega para receber o pedido… notamos algo interessante… a camisa dele condizia com as janelas…. ou seja… ambas estavam extremamente sujas… devo dizer que as janelas tinham mais mosquitos cravados que o meu carro em viagem primaveril junto a uma suinicultura….
Apesar da roupa persistimos, infelizmente, em ficar negando o instinto que nos mandava ir embora.
Pedidos bacalhau com natas (ok, outro erro, eu sei) mas era de tudo o que parecia ter melhor «aspecto» na ementa…
Antes de chegar a dose, tivemos de afugentar moscas, mosquitos e abelhas da nossa mesa… fome… a quanto obrigas…
Finalmente chegou o prato, muitas natas, muitas batatas, extracto de bacalhau… colocamos nos pratos, começamos a comer…e 3 ou 4 garfadas depois… eis que no meu prato aparecem caroços de azeitonas comidas, ora como EU não como azeitonas nem a minha mulher coloca caroços no meu prato…
Arranjei um pé de vento, fiquei tão enojado que nem sei como não me gromitei todo ali mesmo… depois de tentativas frustradas de justificação e de explicar o impossível, com desculpas mais esfarrapadas que um vagabundo atacado por uma matilha de lobos esfomeados, pedi a conta e o livro de reclamações, não me foi imediatamente dado, e confesso que não tive paciência, já que o meu estado nervoso se agravava a cada palavra de discussão…. acabei por sair sem pagar, mas fica aqui o aviso para quem for para aqueles lados…. evitem isto…
O outro aviso, é simples, evitem o “La Vaca” em Matalascañas. Comida em quantidade própria para uma anorética, e com preços de restaurante de luxo, foi a fomeca total…
Aliás, restaurantes em Matalascañas … é mentira… ké deles????
Já sei… um conselho de leitura.
O Factor Melquisedeque.
pimba e embrulha.
e ainda não fui à feira do livro deste ano… alguem sabe quando acaba?
